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Polícia prende dezenas de pessoas em parada gay de Moscou

Manifestantes queriam denunciar preconceito em marcha não autorizada; prefeito critica evento 'satânico'

Agências internacionais,

16 de maio de 2009 | 07h27

Dezenas de pessoas foram presas neste sábado, 16, durante uma parada gay em Moscou realizada antes da final de um concurso musical. Com vans, os policiais levaram até 80 pessoas que participavam do protesto não autorizado, informou a agência Efe. O número de presos, porém, ainda não está claro - segundo a agência Reuters, 35 foram detidos.

 

Entre os presos estão dois dos organizadores da marcha, Nikolai Alexeyev e Nikolai Bayev. Uma porta-voz de Alexeyev denunciou previamente que logo após chegarem ao mirante 20 representantes destes grupos foram detidos pela polícia e agentes antidistúrbios sem nenhuma explicação.

 

Antes, os organizadores da marcha tinham informado que a manifestação ia ser realizada em outro lugar da cidade, na cêntrica praça Puhskin, onde se reuniram cerca de 200 pessoas, a maioria delas jornalistas russos e estrangeiros, mas não representantes dos grupos homossexuais.

Segundo a rede BBC, o prefeito de Moscou, Yuri Luzkhov, descreveu passeatas gays como coisas "satânicas". Grupos de ativistas contra os direitos gays haviam ameaçado tomar as rédeas, caso a polícia não conseguisse interromper a marcha deste sábado.

 

Peter Tachell, um conhecido ativista britânico defensor dos direitos humanos e homossexuais, também está entre os detidos. "Podemos confirmar que Peter Tatchell foi detido em Moscou enquanto participava de uma concentração pelo orgulho gay", afirmou um porta-voz do Ministério do Exterior. "Não há liberdade para os gays na Rússia", gritava Tachell enquanto era levado pela polícia.

 

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