Polícia quer investigar passado depressivo da mãe de Madeleine

Autoridades portuguesas pedem registros médicos para o Reino Unido; advogados lutam para invalidar evidências

Agências internacionais,

18 de setembro de 2007 | 09h27

A Polícia Judiciária portuguesa deve pedir ao Reino Unido os registros médicos da mãe de Madeleine McCann, Kate McCann. Autoridades querem saber sobre os rumores de um possível histórico de depressão da mãe da a menina britânica desaparecida desde 3 maio.  Veja também:Assessor pede mais atenção às buscas por MadeleineMãe de Madeleine admite que a filha era uma criança 'difícil'Falhas no caso Madeleine Cronologia  Segundo o jornal português Correio da Manhã, autoridades portuguesas responsáveis pelo caso querem que o Reino Unido assegure evidências sobre o passado do casal, além de que Gerry e Kate McCann deponham novamente no país.Declarados suspeitos pelo desaparecimento da filha, Gerry e Kate McCann contrataram o ex-jornalista da BBC, Clarence Mitchell, e os advogados contratados para a defesa do casal já preparam os recursos para invalidar evidências apresentadas no inquérito elaborado por Portugal.Os pais de Madeleine foram considerados formalmente suspeitos no caso do desaparecimento da filha após horas de interrogatório. A polícia judiciária portuguesa afirma ter encontrado vestígios do sangue da menina em um carro que foi alugado pelo casal quase um mês após o desaparecimento dela. Segundo a imprensa britânica, no porta-malas também havia amostras de cabelo da menina.Angus McBride, especializado em defesa criminal, Carlos P. Abreu, advogados dos McCann em Lisboa e funcionário de uns dos mais conceituados escritórios do país, e Michael Caplan, um dos advogados mais caros do Reino Unido e responsável por evitar a extradição do ex-ditador chileno Augusto Pinochet, são os responsáveis pela defesa do casal. A equipe pretende descartar a prova incluída no processo de que o odor de cadáver teria sido detectado por cachorros.Cães farejadores britânicos teriam detectado odor de cadáver decomposto no trajeto entre apartamento dos McCann e a igreja da cidade, onde o casal rezava durante a estada no país. Cães farejadores britânicos teriam detectado odor de cadáver decomposto no trajeto entre apartamento dos McCann e a igreja da cidade, onde o casal rezava durante a estada no país. Os pais de Madeleine negaram várias vezes qualquer participação na suposta morte da menina. Eles insistem que ela foi seqüestrada por desconhecidos enquanto dormia com seus dois irmãos mais novos num apartamento da localidade de Praia da Luz, onde a família estava de férias.CustódiaSegundo o jornal britânico Daily Mail, a custódia dos filhos gêmeos mais novos, Sean e Amelie, permanecerá com o casal. Os técnicos teriam considerado que não há perigo para as crianças de 2 anos em continuar vivendo com os pais.Na condição de suspeitos pelo desaparecimento de Madeleine, os Serviços Sociais britânicos poderiam retirar dos McCann a custódia dos filhos. Segundo Mitchell, que deixou seu trabalho como funcionário público para assumir esta nova tarefa de porta-voz do casal, os pais da menina são "inocentes de qualquer envolvimento no desaparecimento e muito mais na morte de sua filha Madeleine".O porta-voz insistiu em que os McCann pedem a todos que continuem alerta porque acreditam firmemente que a menina "ainda poderia estar viva".Segundo o ex-repórter da BBC, Kate e Gerry queriam continuar cooperando com as autoridades portuguesas para verificar o que aconteceu com Madeleine.Madeleine desapareceu do quarto no qual dormia com seus irmãos, de 2 anos, em um complexo turístico de Algarve, Portugal, enquanto seus pais jantavam em um restaurante. Ainda não está claro se mais alguém além dos pais chegou a ver a menina viva entre 18 e 22 horas, quando foi denunciado o desaparecimento.

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