Polícia teria encontrado mais rastros de Madeleine em Portugal

Imprensa portuguesa afirma que polícia pode ter provas definitivas; cães farejam vestígios de sangue da garota

09 de agosto de 2007 | 14h50

Cães farejadores ingleses que ajudam a polícia portuguesa nas investigações sobre o desaparecimento da menina Madeleine McCann identificaram o mesmo odor que os levou a descobrir, no quarto do casal McCann, vestígios de sangue que a polícia acredita ser de Madeleine. A informação foi divulgada nesta quinta-feira, 9, pelo diário português Jornal de Notícias.  Veja Também Britânicos denunciam campanha contra pais de Madeleine  De acordo com a publicação, os cães reagiram de maneira semelhante a que tiveram no quarto dos McCann em pelo menos 10 automóveis utilizados pela família e amigos, assim como em locais do litoral do Algarve e na casa de Robert Murat - até o momento o único acusado formalmente pelo desaparecimento.  O jornal afirma que, com os novos indícios, a polícia estaria próxima de reconstituir o percurso por onde teria passado aquele que se acredita ser o corpo da menina.  Faltam ainda os resultados das análises de amostras de sangue do apartamento, que estão sendo efetuadas em Birmingham, no Reino Unido. Os pais de Madeleine foram convocados a depor, para esclarecer as últimas horas anteriores ao desaparecimento da menina e ajudar a polícia a reconstruir o período entre a última vez que familiares a viram até a denúncia de desaparecimento. Gerry e Kate McCann foram interrogados separadamente. O porta-voz do casal disse que não houve um depoimento, mas uma reunião formal com a polícia, e que os pais da menina foram informados sobre como as investigações procediam. Ambos saíram da delegacia com a certeza de que não são considerados suspeitos. A polícia, segundo jornais de Portugal, considera ter provas quase definitivas de que Madeleine morreu na noite em que foi dada como desaparecida.  Campanha de difamação No Reino Unido, a imprensa britânica denuncia uma suposta campanha atribuída à polícia portuguesa para difamar os pais de Madeleine. Segundo o jornal The Times, uma amiga íntima dos McCann, Rachael Oldfield, culpa diretamente a polícia. Ela estava com o casal no momento do desaparecimento da menina."Acho que a polícia está vazando informações, porque o que leio é muito doloroso e totalmente ridículo. Mas é difícil para a família se defender, porque a investigação é confidencial", critica Oldfield, de 36 anos. De acordo com o periódico britânico, Gonçalo Amaral, um dos funcionários que coordena atualmente as pesquisas sobre o desaparecimento de Madeleine, foi acusado em junho, com quatro companheiros, de uma série de faltas relacionadas com a investigação sobre a morte de outra menina.

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