Polícia turca dispersa protesto em cidade afetada por terremoto

Policiais da tropa de choque lançaram gás lacrimogêneo e usaram cassetetes nesta quinta-feira para dispersar manifestantes irritados com os esforços de ajuda do governo depois que um terremoto, o segundo no leste da Turquia em três semanas, matou ao menos oito pessoas na cidade de Van.

JONATHON BURCH, REUTERS

10 de novembro de 2011 | 13h48

O confronto aconteceu enquanto equipes de resgate buscavam sobreviventes depois de um tremor de magnitude 5,7 na noite de quarta-feira, na região predominantemente curda, onde mais de 600 pessoas ainda tentavam se recuperar do grande terremoto de 23 de outubro.

Muitos dos sobreviventes do sismo anterior ainda vivem em acampamentos improvisados a céu aberto e com as temperaturas caindo. O terremoto desta semana cortou a energia na região.

Cerca de 200 manifestantes gritavam pedindo a renúncia do governador da província em uma marcha perto dos dois hotéis da cidade que desabaram no tremor de quarta-feira.

As equipes de socorro resgataram 25 pessoas das ruínas dos hotéis, segundo comunicado da Administração de Emergências e Desastres da Turquia.

Dois dos resgatados dos escombros, incluindo um bebê de 1 ano e 4 meses, foram levados para um hospital na capital, Ancara.

O vice-primeiro-ministro, Besir Atalay, que visitou o destruído hotel Bayram, junto com o ministro de Relações Exteriores da Turquia, disse que 25 prédios desabaram em Van, dos quais 23 estavam vazios. Só havia pessoas nos dois hotéis.

O dono do hotel Bayram de cinco andares, Aslan Bayram, disse à mídia que especialistas em construção haviam liberado o prédio, de 47 anos, depois do terremoto do mês passado.

No momento do tremor acredita-se que 15 hóspedes estivessem no hotel. Alguns foram retirados na manhã desta quinta-feira.

Um tremor de magnitude 5,7 normalmente não causaria danos significativos, mas milhares de prédios já estavam danificados pelo terremoto de outubro.

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