Policiais pedem anonimato para testemunhar sobre Jean Charles

Brasileiro foi morto pela Scotland Yard em 2005 ao ser confundido com um terrorista no metrô de Londres

Efe,

24 de abril de 2008 | 06h19

Quarenta e dois agentes da Scotland Yard pediram anonimato antes de testemunhar na investigação sobre a morte do brasileiro Jean Charles de Menezes, baleado pela Polícia em 2005 depois de ser confundido com um terrorista, informa o jornal The Times. A maioria dos funcionários que quer testemunhar com nomes falsos e sem revelar seus rostos faz parte das equipes de vigilância e de atiradores de elite que estavam de guarda no sul de Londres no dia 22 de julho de 2005. Jean Charles, de 27 anos e que trabalhava como eletricista, foi morto nesse dia ao receber vários tiros à queima-roupa da Polícia em um vagão do metrô de Londres, após ter sido seguido por agentes desde sua casa até a estação de Stockwell. O brasileiro foi rendido por um de seus perseguidores enquanto outros dois atiraram em sua cabeça. Os policiais confundiram Jean Charles com Hussain Osman, um dos terroristas que no dia anterior tinham tentado explodir as bombas que carregavam no metrô de Londres. A Polícia Metropolitana foi multada em 175 mil libras (220 mil euros) após ser declarada culpada apenas de violação da legislação britânica sobre saúde e segurança. Os quatro responsáveis dos atentados fracassados de 21 de julho de 2005 foram condenados um ano depois à prisão perpétua, e o Tribunal de Apelações britânico não aceitou, nesta quarta-feira, que eles apresentassem apelação contra sua pena.

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