Político italiano sente culpa por morte de transexual brasileiro

Piero Marrazzo, ex-governador do Lácio, protagonizou escândalo sexual que levou a sua renúncia do poder

Efe,

21 Novembro 2009 | 14h23

O ex-governador da região italiana do Lácio, Piero Marrazzo, se sente culpado pela morte do transexual brasileiro Brenda, cujo cadáver foi encontrado carbonizado na sexta-feira em um apartamento, em Roma, e por isso a Procuradoria investiga um possível crime de homicídio voluntário.

 

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Em declarações ao jornal Corriere della Sera, em seu retiro na abadia de Montecassino, o político lamenta a morte do transexual com quem admitiu ter mantido relações sexuais em troca de dinheiro, em meio ao escândalo da suposta chantagem de que foi alvo por parte de agente da Carabinieri (polícia militarizada) e que o levou a renunciar.

 

"É culpa minha, é culpa minha. Após ter me destruído, fizeram-na também morrer. Não é possível, não é justo, não tinha que ser assim. Perdoem-me pelo mal que fiz a todos. Não queria. Errei, cometi muitos erros, mas não tinha que terminar assim", diz Marrazzo.

 

"Se não tivesse todo este clamor em torno de mim, se não tivesse saído todo este assunto, se não tivesse envolvido todas estas pessoas nesta história, talvez Brenda estivesse viva", acrescenta. O político acha que, por trás de tudo o que aconteceu - por isso a Procuradoria de Roma abriu uma investigação para saber se Brenda foi assassinada -, existe um "complô", algo "grande".

 

O "Corriere della Sera", que cita fontes próximas ao ex-governador do Lácio, diz que Marrazzo está preocupado com sua família, com medo de que possam sofrer algo e que o caso tome um rumo ainda mais violento.

 

Segundo o jornal, o político só sai da abadia de Montecassino para assistir a sessões de psicoterapia em Roma, para se tratar das sequelas que pode ter lhe deixado o escândalo no qual se envolveu.

 

Em 27 de outubro, Marrazzo renunciou como governador da região do Lácio, depois que o escândalo veio à tona por causa de um vídeo no qual apareceria em atitude carinhosa com um transexual, e pelo qual quatro agentes o teriam chantageado.

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