Após ataque em Londres, Trump reforça necessidade de barrar entrada de muçulmanos

Presidente norte-americano pede para deixar o 'politicamente correto de lado' para que situação 'não fique ainda pior'; líderes de outros países também se manifestaram

O Estado de S. Paulo

04 de junho de 2017 | 02h28

Pouco após o atentado terrorista na cidade de Londres - às 22h08 hora local (17h08, horário de Brasilia), diversos políticos e personalidades acorreram às redes sociais para demonstrar apoio às vítimas do ataque ocorrido na Ponte de Londres e no Borough Market, no coração da capital inglesa.

Na manhã deste domingo, 4, o presidente norte-americano, Donald Trump, endossou a necessidade de um endurecimento no combate ao terrorismo. Em sua conta oficial no Twitter, o republicano colocou que "nós devemos parar de sermos politicamente corretos e levar a sério o negócio da segurança do nosso povo. Se não formos espertos, isso apenas ficará pior". 

 


"Pelo menos sete pessoas morreram e 48 ficaram feridas e o prefeito de Londres diz que 'não há razão para alarme!'", também ironizou Trump. 

 


O líder já havia se pronunciado acerca do combate ao terrorismo na noite do sábado, 3, momentos depois do atentado em Londres, o qual matou sete pessoas e deixou 48 feridas. Na mesma rede social, Trump citou seu controverso decreto para barrar a entrada de cidadãos de países com maioria islâmica, o "travel ban". "Precisamos ser inteligentes, vigilantes e duros. Nós precisamos que as cortes devolvam nossos direitos. Nós precisamos da proibição de entrada (de muçulmanos) como um nível a mais de segurança", colocou. 

O presidente também ofereceu auxílio ao governo britânico após o atentado. "Qualquer coisa que os Estados Unidos possam fazer para ajudar Londres e o Reino Unido, nós estaremos lá. Estamos com vocês. Que Deus os abençoe", completou Trump.

 

 


Diversas cortes federais dos Estados Unidos bloquearam a proibição de viagem, decreto de Donald Trump para impedir a entrada no país de cidadãos que chegassem de seis países com maioria muçulmana. Na última quinta-feira, 1, o governo pediu à Suprema Corte que, enquanto a ilegalidade da interdição é julgada pelos tribunais federais, que ela fique liberada.

Em uma breve mensagem no idioma local, o presidente francês Emmanuel Macron disse que "Diante de uma nova tragédia, mais do que nunca a França está ao lado do Reino Unido. Meus pensamentos estão com as vítimas". De acordo com o gabinete de Emmanuel Macron, dois franceses ficaram feridos no ataque.

 


O presidente mexicano Enrique Peña Nieto também condenou o ato de violência ocorrido em Londres e informou que a embaixada do país estaria em situação de emergência, pronta para atender mexicanos caso necessário. O primeiro-ministro indiano Narendra Modi chamou os ataques de "chocantes e angustiantes".


O Presidente Michel Temer também enviou três mensagens. "Transmito ao povo e ao Governo britânicos a solidariedade de todos nós, brasileiros", afirmou o político em uma delas. O chefe de estado brasileiro também afirmou que "reiteramos nossa condenação a todo ato de terrorismo. Voltamos nossos pensamentos para as vítimas, suas famílias e amigos".

 


A cantora Ariana Grande, cujo show na tambem cidade inglesa de Manchester foi palco de um atentado terrorista há cerca de duas semanas, também foi ao Twitter anunciar que estava "Rezando por Londres". A cantora liderará um show beneficente na cidade neste domingo, 4, em homenagem às vitimas do ataque na Manchester Arena. 

 

 

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