Polonês é acusado de prender e estuprar a filha por seis anos

Jovem de 21 anos diz que teve dois filhos com o pai, que a obrigou a entregá-los para adoção

Associated Press e Efe,

09 de setembro de 2008 | 13h37

A polícia investiga acusações de que um polonês aprisionou e estuprou a própria filha durante seis anos. Nesta terça-feira, 9, os investigadores buscavam amostras de DNA, para saber se ele teve de fato duas crianças com a garota, como aponta a versão dela. A suposta vítima, hoje com 21 anos, disse à polícia que foi mantida na prisão por seis anos e que forçaram-na a entregar os bebês para a adoção. A polícia tentava identificá-los, para determinar se o homem acusado é mesmo o pai.   O caso tem grande semelhança com o do austríaco Josef Fritzl, acusado de manter a filha em uma cela por 24 anos, estuprá-la seguidamente e ter sete filhos com ela. A investigação mais recente envolve um homem de 45 anos, identificado apenas como Krzystof B. A polícia o prendeu na sexta-feira, na cidade de Siedlce, no leste polonês. A esposa e a filha fizeram as acusações à polícia - aparentemente, ele estava tentando deixar o país.   A esposa do suspeito, identificada como Teresa B., confirmou a versão da filha. A garota teria sido mantida em um quarto sem maçanetas, do qual não podia sair. Em uma entrevista para a emissora TVN24, a mãe disse que sabia do problema, mas não chamava a polícia por temer que o marido cumprisse a ameaça de matá-la. O irmão de Krzystof também é suspeito de envolvimento.   "Ele me dizia que tinha direitos sobre mim e ameaçava matar minha mãe e meu irmão pequeno se eu não o deixasse fazer (o que queria)", afirma a jovem em entrevista publicada pelo jornal Fakt, na qual reconhece que, durante todo este tempo, se sentiu "como um pedaço de carne". "Minha mãe me dizia que escaparíamos, se divorciaria, que tudo acabaria bem, que seguiríamos em frente sozinhas, mas papai era forte demais e nunca permitiu isso", diz a jovem ao jornal.   "Claro que sabia que tudo estava mal, mas o que podia fazer? Ele me ameaçava, por isso nunca disse nada e fiquei calada. Tinha medo", disse a mãe à imprensa, enquanto se mantinha atrás da porta de casa.

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