Polônia diz que não será obstáculo para o Tratado de Lisboa

Presidente polonês muda de postura e assegura que não bloqueará a proposta de Constituição da UE

Agências internacionais,

04 de julho de 2008 | 09h43

O presidente polonês, Lech Kaczynskim assegurou ao chefe de governo da França, Nicolas Sarkozy, que não bloqueará a ratificação do Tratado de Lisboa. "A Polônia não será um obstáculo", afirmou Kaczynskim em uma conversa telefônica, segundo fontes do Executivo francês.   Veja também: Entenda o referendo e o Tratado de Lisboa   Kaczynski, um conservador que há muito se opunha ao tratado, afirmou na terça-feira que não teria "sentido" para ele assinar o Tratado de Lisboa, que prevê reformas na União Européia (UE), mesmo que o Parlamento de seu país tenha ratificado o documento em abril. O documento foi rejeitado em referendo na República da Irlanda no mês passado e, para ser válido, tem que ser ratificado por todos os 27 países membros da UE.   A conversa entre os chefes de Estado foi focada "essencialmente" no Tratado de Lisboa, segundo indicou a Presidência francesa em comunicado.  Sarkozy lembrou que "o tratado havia sido negociado pelo próprio presidente Kaczynski" e que a Polônia se comprometera a ratificá-lo, segundo o Palácio do Eliseu.Os dois presidentes se alegraram por terem a oportunidade de se reunir no dia 13, por ocasião da cúpula de Paris para o Mediterrâneo, conclui a nota.O Parlamento polonês aprovou em abril a ratificação do Tratado de Lisboa, mas, em virtude da Constituição do país, o presidente é quem deve ratificar os acordos em última instância. No dia 1, Kaczynski afirmou a um jornal polonês que o Tratado de Lisboa já "não faz sentido" depois do "não" irlandês, e que não o ratificará, por enquanto. Sarkozy, que assumiu no mesmo dia a Presidência semestral da UE, disse que não acreditava que Kaczynski, "após assinar o documento em Bruxelas e em Lisboa, crie barreiras a seu próprio acordo".Ele afirmou também não ter dúvidas de que o dirigente polonês, que "nunca traiu sua palavra", cumprirá o compromisso que assinou diante dos outros 26 parceiros da UE.

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