Popularidade de Berlusconi cai após escândalos sexuais

A taxa de aprovação do primeiro-ministro italiano, Silvio Berlusconi, que passou por um conturbado divórcio e por acusações de sair com menores e garotas de programa, caiu abaixo de 50 por cento pela primeira vez.

PHILI, REUTERS

21 de julho de 2009 | 11h58

Uma pesquisa de opinião pública mostrou nesta terça-feira que apenas 49 por cento expressam confiança nele como primeiro-ministro, quatro pontos abaixo do levantamento do mesmo grupo, IPR Marketing, realizado em maio. Cinquenta por cento disseram que eles têm "pouca ou nenhuma" confiança.

A taxa de aprovação do governo não mudou: 44 por cento disseram ter "muita ou suficiente" confiança e 52 por cento expressaram "pouca ou nenhuma" confiança.

A pesquisa foi divulgada no jornal La Repubblica, o segundo principal jornal em vendas da Itália.

Os índices foram publicados um dia após os sites da revista L'Espresso e do jornal La Repubblica terem divulgado o conteúdo de gravações de conversas que pareciam ser entre Berlusconi e Patrizia D'Addario, que diz que ela e outras mulheres foram pagas para participar de festas na casa de Berlusconi em Roma.

Berlusconi, de 72 anos, não negou que a mulher de 42 anos foi à sua casa, mas disse que não sabia que se tratava de uma garota de programa.

D'Addario diz que ela fez as gravações em seu celular durante a noite em que passou com o primeiro-ministro ou de conversas telefônicas, uma com Berlusconi.

Os principais jornais reproduziram as conversas ou trechos nesta terça-feira, incluindo uma na qual um homem que parecia ser Berlusconi diz que eles deveriam os dois tomar banho, e que quem terminasse primeiro deveria esperar na "grande cama".

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