Portugal acolherá dois sírios presos em Guantánamo

País foi o primeiro a manifestar apoio aos EUA; Espanha, França, Itália e outros países também receberão detidos

Efe,

07 de agosto de 2009 | 15h50

O Ministério de Assuntos Exteriores de Portugal anunciou nesta sexta-feira, 7, que o país receberá dois sírios que se encontram detidos na base naval americana de Guantánamo (Cuba) por razões humanitárias.

 

Veja também:

linkCâmara dos EUA rejeita emenda contra fim de Guantánamo

linkEUA já decidiram destino de metade dos presos de Guantánamo

lista Saiba mais sobre a prisão de Guantánamo

lista Conheça os métodos de interrogatório usados pela CIA

 

"O Ministério de Assuntos Exteriores e o Ministério da Administração Interna confirmam a decisão do governo português de acolher em Portugal dois sírios detidos em Guantánamo", destaca uma do órgão nota à imprensa.

 

O comunicado ressalta que a decisão concilia "as diferentes vertentes da questão", como a "vertente humanitária e das relações externas, a salvaguarda dos aspectos relacionados à segurança e as perspectivas de sucesso na integração dos ex-detidos selecionados".

 

Porta-vozes do Ministério de Assuntos Exteriores disseram que os dois sírios não podem voltar ao seu país de origem por "razões de segurança". Os funcionários disseram ainda que Portugal "não tem perspectivas de acolher mais presos" da base naval americana.

 

Portugal foi o primeiro dos membros da União Europeia (UE) a oferecer asilo a alguns dos 229 estrangeiros presos em Guantánamo. Depois, Espanha, França, Irlanda, Reino Unido e Itália também se dispuseram a ajudar os EUA.

 

"O acolhimento a detidos de Guantánamo por Portugal faz parte de um esforço compartilhado com os demais parceiros europeus", destacou o Ministério de Assuntos Exteriores, que não deu detalhes da chegada dos presos e ressaltou a "inegável" importância do fechamento do centro de detenções.

 

"É uma vitória para todos aqueles que defendem e promovem o respeito aos direitos humanos no contexto da luta contra o terrorismo", conclui o comunicado do Governo português.

Tudo o que sabemos sobre:
GuantánamoprisãoEUAPortugal

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.