Portugal lança sistema pioneiro contra sequestro de crianças

Projeto prevê várias mensagens de aviso em meios de comunicação e locais públicos após detectado o rapto

Efe,

19 de fevereiro de 2009 | 16h03

Portugal está a ponto de implantar um sistema contra o sequestros de crianças, pioneiro na União Europeia (UE) e muito debatido por causa do caso Madeleine McCann, a menina britânica desaparecida no país em maio de 2007. O sistema prevê o lançamento de múltiplas e urgentes mensagens de aviso sobre o sequestro infantil, através de meios de comunicação, terminais de transporte e locais públicos, pouco depois de detectar o rapto. Veja também:Polícia 'descobriu rede de pedofilia' no caso Madeleine, diz jornal O projeto, considerado fundamental pela Polícia para solucionar esses casos, estará pronto na primeira semana de março, confirmaram à Agência Efe fontes do Ministério da Justiça português, responsáveis pela iniciativa junto com a Polícia Judiciária.  Portugal será o primeiro país europeu a aplicar um modelo destas características, já discutido em diversas reuniões no continente e cujo objetivo é divulgar os casos de sequestro de crianças no menor tempo possível para facilitar a mobilização das autoridades e da população. As emissoras de rádio locais, que se somaram de forma voluntária a esse programa, emitirão mensagens a cada 15 minutos na região do sequestro, e a imprensa escrita e digital lançarão avisos em suas edições com a maior rapidez possível para tentar encontrar o sequetrador. As mensagens serão emitidas em princípio durante um tempo máximo de três horas, antecipou à Efe o secretário-geral do Instituto de Apoio ao Menor de Portugal, Manuel Coutinho. O organismo será encarregado de comunicar às autoridades competentes os casos de desaparecimento de crianças, e as informações serão recolhidas em um número de telefone especial. O sistema surge quase dois anos depois do desaparecimento, em maio de 2007, da menina britânica Madeleine em Praia da Luz, no sul de Portugal. O caso recebeu uma ampla cobertura da mídia mundial e mobilizou centenas de policiais em busca da menina, mas não nas horas seguintes a seu desaparecimento, as mais importantes, segundo especialistas.

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