Portugueses e espanhóis fazem manifestação contra alta de impostos

Mais de 150 mil portugueses realizaram manifestações neste sábado contra aumentos planejados de impostos que abalaram o consenso por trás da austeridade imposta por um resgate da União Europeia e do Fundo Monetário Internacional (FMI).

ANDREI KHALI, Reuters

15 de setembro de 2012 | 18h03

Milhares de pessoas também realizaram manifestações na Espanha, considerado o próximo país a precisar de resgate.

As manifestações em Portugal aconteceram praticamente sem incidentes, mas um manifestante de cerca de 20 anos foi levado ao hospital com queimaduras após uma tentativa de se imolar durante os protestos na cidade de Aveiro. Bombeiros afirmaram, segundo a televisão RTP, que ele não corria o risco de morrer.

Organizadas pela internet, as manifestações reuniram portugueses que gritavam: "Saia daqui. O FMI é fome e miséria". Eles também pediam a renúncia do governo de centro-direita.

"Impeçam esse governo ante que ele pare o país", mostrava um cartaz em Lisboa, onde os manifestantes passaram pelos escritórios do FMI, alguns jogando tomates e garrafas no prédio.

A manifestação terminou perto da embaixada da Espanha, para demonstrar solidariedade com os vizinhos depois de eles terem marchado em Madri mais cedo no sábado contra cortes de gastos e aumentos tributários.

"As pessoas estão cansadas de serem roubadas pela política deste governo, que agora ameaça nos estrangular", disse o bancário João Pascual, de 56 anos, em Lisboa.

Aumentos de impostos e cortes de gastos adotados desde o resgate do ano passado contribuíram para o desemprego recorde acima de 15 por cento e levaram a economia para sua pior recessão desde a década de 1970.

(Reportagem adicional de Miguel Pereira em Lisboa e Sonya Dowsett em Madri)

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