Possível presença de líderes árabes em casamento real gera protestos

Human Rights Foundation afirma que matrimônio entre príncipe William e Kate Middleton está 'divorciado dos direitos humanos'

Efe,

27 de abril de 2011 | 01h32

NOVA YORK - A Human Rights Foundation (HRF) afirmou nesta terça-feira, 26, que o casamento real britânico entre o príncipe William e Kate Middleton está "divorciado dos direitos humanos". A crítica acontece por estarem na lista de convidados, segundo a organização, "pelo menos oito ditadores".

 

"Todos eles representam governos que oprimem os direitos humanos e rejeitam a democracia", afirmou a HRF. Em seu conselho figuram, entre outros, o Prêmio Nobel da Paz de 1986 e sobrevivente do Holocausto, Elie Wiesel, e a ativista usbeque Mutabar Tadjibaeva, indicada ao prêmio em 2005.

 

Entre esses convidados estão o príncipe herdeiro do Bahrein, Salman bin Hamad; o de Abu Dhabi, o xeque Mohammed bin Zayed Al Nahyan; o do Kuwait, Sabah al Ahmed Al-Sabah; a princesa do Marrocos, Lalla Salma; o emir do Catar, Hamad Bin Khalifa al-Thani; e Sayyed Haytham bin Tariq Al Said, de Omã.

 

"A coroa britânica foi duramente criticada pela imprensa internacional por ter enviado convites a esses déspotas", afirma a HRF, dizendo ainda que esse líderes árabes cometem graves violações dos direitos humanos contra seus povos.

 

O casamento do príncipe William e de Kate Middleton será realizado nesta sexta-feira, 29, na Abadia de Westminster, em Londres. Dois bilhões de espectadores devem acompanhar a cerimônia.

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