Prática religiosa não traz privilégios para vida eterna, diz papa

Bento XVI diz também que reuniões com muçulmanos e outros líderes religiosos são "o sinal da esperança"

Efe

26 de agosto de 2007 | 15h58

O papa Bento XVI advertiu neste domingo, 26, aos católicos de que há a tentação de "interpretar a prática religiosa como fonte de privilégios ou certezas" para a salvação, durante a celebração do Ângelus na residência pontifícia de Castelgandolfo, a 30 quilômetros de Roma. Citando palavras de Jesus na Bíblia, Bento XV afirmou que "todos podem alcançar a vida eterna", mas "a porta é estreita" e não "há Privilegiados". "A passagem para a vida eterna está aberta a todos, mas é estreita, porque é exigente, pede empenho, abnegação e mortificação do próprio egoísmo", acrescentou. O Pontífice explicou que para alcançar a vida eterna, "não basta se dizer amigo de Cristo, vangloriando-se de falsos méritos". "A verdadeira amizade com Jesus se expressa no modo de vida, com a bondade do coração, com a humildade e a misericórdia, o amor pela justiça e a verdade, o empenho sincero e honesto pela paz e a Reconciliação". Segundo o papa, esta é a "verdadeira carteira de identidade" que qualifica as pessoas como "amigos" de Jesus, e o único "passaporte" que permitirá alcançar a vida eterna. "Se queremos passar pela porta estreita, temos que nos esforçar em ser pequenos e humildes com Jesus", disse Bento XVI aos fiéis Católicos. O papa cumprimentou um grupo de muçulmanos, ortodoxos, luteranos e católicos procedentes do Cazaquistão, que participaram de uma série de encontros no Vaticano. Estas reuniões "são o sinal da esperança de que a compreensão e o respeito mútuo entre as comunidades religiosas podem derrotar a desconfiança e promover um caminho para a paz", ressaltou o Pontífice.

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