Prefeito italiano desafia Bersani e pede coalizão ou nova eleição

O prefeito de Florença, Matteo Renzi, lançou um desafio claro para o líder italiano de centro-esquerda Pier Luigi Bersani nesta quinta-feira, pedindo por uma coalizão de governo com o ex-primeiro-ministro Silvio Berlusconi ou novas eleições em junho.

NAOMI OLEARY, Reuters

04 de abril de 2013 | 13h42

Bersani conquistou a maioria na Câmara, mas não no Senado, nas eleições de fevereiro, deixando o seu grupo de centro-esquerda incapaz de governar sozinho. Na semana passada ele falhou nos esforços para forjar uma maioria viável no parlamento após suas propostas para o movimento anti-establishment 5-Estrela foram rejeitadas.

Renzi, de 38 anos, que perdeu para Bersani em dezembro passado, em uma votação para ser o candidato de centro-esquerda às eleições, deu entrevistas para vários jornais italianos dizendo que estava pronto para ser candidato em novas primárias.

Renzi já havia hesitado em desafiar Bersani, um ex-comunista que deixou escapar uma vantagem, apontada nas pesquisas de opinião, de 10 pontos nas eleições de 24 e 25 de fevereiro, deixando a Itália em um impasse político.

Mas nos últimos dias Renzi se tornou cada vez mais crítico em relação à linha adotada por Bersani, que considera impensável uma "grande coalizão" com o líder de centro-direita Berlusconi.

Outra opção para sair do impasse é um governo tecnocrata patrocinado pelo presidente Giorgio Napolitano, mas isso é rejeitado tanto pela centro-esquerda quanto pela centro-direita.

"Nós não podemos parar aqui esperando até Bersani obter apoio... Nós temos que fazer alguma coisa: um governo formado pelo presidente, uma grande coalizão, ou temos de voltar a votar", disse Renzi ao jornal La Repubblica.

O partido de centro-direita de Berlusconi Povo da Liberdade (PDL) apelou repetidamente para Bersani se juntar a eles em uma coalizão ou voltar às urnas em junho, embora analistas afirmem que são cada vez menores as chances de que uma eleição possa ser realizada até então.

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