Andy Rain/ EFe
Andy Rain/ EFe

Premiê britânico devolverá R$ 35 mil por gastos particulares

Gordon Brown superou limites de reembolso por despesas pessoais, como jardinagem e manutenção

estadao.com.br,

13 de outubro de 2009 | 08h30

O primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, terá de devolver 12 mil libras (cerca de R$ 35 mil) em "gastos indevidos" para o Tesouro britânico. A recomendação é resultado de uma auditoria independente feita após o escândalo dos gastos excessivos dos parlamentares, que teve início em 2004.

 

As despesas de Brown são referentes a serviços de limpeza, jardinagem e manutenção. Além do premiê, 175 parlamentares já tiveram de devolver um total de US$ 475 mil desde que os jornais britânicos revelaram o escândalo, em maio deste ano.

 

Num esforço para moralizar as contas públicas, Brown enviou uma carta aos seus ministros pedindo que todos eles seguissem seu exemplo e rejeitassem o "regime desacreditado" de controle de gastos que era usado anteriormente.

 

Num dos casos mais graves, a ex- secretária de Interior, Jacqui Smith, teve de desculpar-se publicamente por haver incluído entre seus gastos reembolsáveis dois filmes pornográficos comprados por seu marido por meio do serviço de televisão a cabo. Jacqui teve de abandonar o governo em junho depois que o caso foi publicado pelos jornais britânicos.

 

Embora os gastos de Brown não sejam considerados ilegais, eles excedem as quantias estipuladas pelo controle de gastos do governo. Além do premiê, o ministro das Finanças da Grã-Bretanha, Alistair Darling, também terá de devolver aos cofres públicos a quantia de US$ 876.

 

A responsabilidade de redefinir as regras sobre gastos públicos foi dada ao auditor fiscal Thomas Legg depois que os escândalos começaram a minar o governo de Brown. Colegas de partido do premiê, entretanto, dizem que Legg estaria extrapolando suas funções. Ele "reinterpretou completamente as regras e, de maneira retroativa, determinou novos limites (para os gastos)", disse um parlamentar trabalhista ao jornal britânico The Guardian.

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