Premiê britânico diz que eleição suplementar traria 'caos'

O primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, rejeitou na quarta-feira os apelos dos seus rivais para a realização de eleições antecipadas, dizendo que seria melhor promover reformas do que permitir o "caos" de uma votação num momento de recessão.

ADRIAN CROFT E FRANK PRENESTI, REUTERS

20 de maio de 2009 | 19h56

As pesquisas mostram que o Partido Trabalhista (governo) foi o mais afetado pelo escândalo envolvendo gastos injustificáveis de parlamentares. Pelo cronograma oficial, a eleição geral precisa acontecer até junho de 2010, mas a oposição pressiona por uma antecipação.

Brown disse que a prioridade do governo deve ser resolver a situação econômica do país, que vive sua pior recessão desde a Segunda Guerra Mundial.

Liderando as pesquisas, o Partido Conservador pede repetidamente a Brown que convoque os eleitores para se manifestarem nas urnas sobre o escândalo.

"Vocês realmente querem ver amanhã, no meio da recessão, enquanto o governo está lidando com isso, o caos de uma eleição?", disse Brown num programa matutino de TV.

Pressionado mais tarde no Parlamento pelo líder conservador David Cameron a explicar o que queria dizer com "caos", Brown afirmou: "O que causaria caos é se um governo conservador fosse eleito."

Sob gritos entusiasmados de simpatizantes e vaias dos trabalhistas, Cameron disse que os comentários de Brown foram "a primeira admissão de que ele acha que vai perder".

"Nos EUA eles tiveram uma eleição no meio de uma crise bancária. Foi um caos?", questionou Cameron, que aponta a eleição antecipada como a única forma de fazer a política britânica ter um recomeço.

Parlamentares britânicos provocaram indignação do eleitorado por usar dinheiro público para atividades como comprar ração para cães, reformar quadras de tênis e comprar filmes pornôs pela TV a cabo.

(Reportagem adicional de Peter Griffiths)

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