Premiê britânico diz que vai conter 'excessos' da City em 2012

O primeiro-ministro britânico, David Cameron, disse nesta segunda-feira que vai adotar duras ações contra os "excessos" do setor financeiro de Londres, como parte do que definiu como medidas corajosas para melhorar as perspectivas do país.

REUTERS

02 de janeiro de 2012 | 08h42

"Enquanto uns poucos do topo conseguem recompensas que parecem nada ter a ver com os riscos que assumem ou com os seus esforços, muitos outros estão presos a benefícios, sem esperança ou responsabilidade", disse ele em uma mensagem de ano-novo.

"Portanto, nós vamos agir contra os excessos na City do mesmo modo que estamos reformando o sistema de bem-estar social para tornar o trabalho compensador e amparar as famílias".

Cameron disse que os Jogos Olímpicos de Londres e o Jubileu de Diamante da rainha Elizabeth, este ano, vão propiciar um "incentivo extraordinário" para restaurar o orgulho nas capacidades do país.

Mas o premiê britânico também afirmou que a população está preocupada com as perspectivas para o emprego e os preços no ano que começa.

"Percebo isso. Sei o quanto será difícil atravessar isso, mas também sei que conseguiremos", disse.

Ele declarou ainda que as medidas da coalizão de governo para cortar o déficit britânico vão garantir no curto prazo alguma proteção contra a "pior das tempestades da dívida afetando agora a zona do euro".

"Conseguimos segurança por ora, e por causa disso, temos de ser corajosos, confiantes e determinados sobre a construção do futuro", afirmou.

(Por Paul Sandle)

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