Premiê britânico pede aos escoceses que não separem 'família de nações'

Segundo David Cameron, se a separação acontecer, os países nunca mais se unirão novamente

ALISTAIR SMOUT E GUY FAULCONBRIDGE, REUTERS

10 de setembro de 2014 | 08h09

O primeiro-ministro da Grã-Bretanha, David Cameron, fez um apelo aos escoceses para que não dividam a "família das nações" da Grã-Bretanha e também visitou a Escócia em uma tentativa de conter o forte aumento no apoio aos separatistas no referendo de independência marcado para 18 de setembro.

Em uma demonstração do renovado estado de pânico entre a elite do governo britânico, preocupada com o destino da união de 307 anos entre os países, Cameron e o líder de oposição, Ed Miliband, cancelaram sua audiência semanal no Parlamento para comparecer a diferentes eventos na Escócia.

"Nós não queremos que essa família de nações seja esfacelada", disse Cameron, de 47 anos, em um artigo opinativo publicado no jornal Daily Mail. "A Grã-Bretanha é um país especial e precioso."

Mas Cameron, cujo cargo pode estar em risco caso a Escócia se separe, ponderou a emoção com um alerta claro: "Se a Grã-Bretanha se separar, vai se separar para sempre."

Cameron havia até agora se mantido ausente do debate por considerar que seu passado privilegiado e sua condição de político de centro-direita não o posicionam como a melhor pessoa para seduzir os escoceses, que elegeram apenas um parlamentar conservador entre os 59 escolhidos em 2010.

Mais conteúdo sobre:
GRABRETANHACAMERONESCOCIA*

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.