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Premiê britânico visita a Irlanda do Norte após atentado

Gordon Brown visita base atacada por grupo dissidente do IRA no fim de semana onde 2 soldados morreram

Agências internacionais,

09 de março de 2009 | 08h01

O primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, está na Irlanda do Norte nesta segunda-feira, 9, para se reunir com soldados, policiais e lideranças políticas após o primeiro atentado contra as forças de segurança na região nos últimos 12 anos. O IRA Autêntico, grupo dissidente do Exército Republicano Irlandês (IRA, na sigla em inglês), assumiu no domingo a autoria de um ataque feito no sábado contra uma base militar britânica no Condado de Antrim, na Irlanda do Norte, que matou dois militares e deixou outros quatro feridos.   Na noite de sábado, dois homens fortemente armados abriram fogo contra o quartel militar de Massereene, a 25 quilômetros de Belfast, onde Brown deve se encontrar com os soldados. O ataque ocorreu quando militares abriram o portão para receber entregadores de pizza. Após os disparos iniciais, os atiradores se aproximaram das vítimas e atiraram contra elas enquanto estavam estiradas no chão. Depois, os militantes fugiram em um veículo conduzido por outro cúmplice. Os dois entregadores de pizza foram atingidos e estão em estado grave.   O atentado, o primeiro a matar soldados britânicos na Irlanda do Norte desde 1997, ocorreu depois de a polícia ter alertado, na semana passada, para a ameaça crescente de ataques feitos por dissidentes do IRA. Na sexta-feira, o principal responsável da polícia irlandesa, Hugh Orde, afirmou que o risco de ataques estava em seu mais alto nível em sete anos e, por isso, pediu a intervenção do serviço secreto e das Forças Armadas do Reino Unido.   O IRA Autêntico foi responsável pelo mais mortífero ataque terrorista na história da Irlanda do Norte, quando um carro-bomba foi detonado na cidade de Omagh, matando 29 pessoas, a maioria mulheres e crianças. O ataque de sábado provocou uma onda de condenações na região, incluindo do partido Sinn Fein, braço político do IRA. "Não há apoio popular para essas ações", afirmou Gerry Adams.c   Em 1998, foi assinado um acordo de paz para pôr fim a 30 anos de conflito entre o IRA, que buscava a união da Irlanda com o apoio da comunidade católica, e grupos protestantes britânicos. No entanto, o IRA abandonou a luta armada apenas em 2005. Dois anos depois, foi formado o primeiro governo de união na região.

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