Premiê da Grã-Bretanha defende reforma em instituições globais

O primeiro-ministro da Grã-Bretanha,Gordon Brown, defendeu na segunda-feira a realização dereformas profundas em instituições globais a fim de enfrentaras crises financeiras, tratar de questões atuais como asmudanças climáticas e reconhecer o surgimento de novaspotências como a Índia. Em um discurso no qual tratou de vários assuntos, odirigente disse que organismos internacionais formados depoisda Segunda Guerra Mundial, tais como a Organização das NaçõesUnidas (ONU), o Banco Mundial e o Fundo Monetário Internacional(FMI), precisam sofrer alterações radicais para se encaixaremno novo mundo globalizado. "Eu vejo um mundo que incentive com vistas ao bem comum acrescente interdependência das nações, das culturas e dos povos-- uma nova sociedade global", afirmou Brown a representantesde grupos empresariais em Nova Délhi. Ele está em visita oficial à Índia com o objetivo deincentivar as trocas comerciais com o país, que, além da forçaeconômica, também tem um papel cada vez mais importante nadiplomacia da Ásia. O premiê afirmou dar apoio aos esforços da Índia paratornar-se membro permanente do Conselho de Segurança da ONU,onde a Grã-Bretanha, a China, a França, a Rússia e os EUA detêmpoder de veto com exclusividade desde 1945. Brown defendeu a realização de mudanças no FMI, no BancoMundial e no G8 (que reúne países industrializados) a fim deque essas entidades reflitam o peso econômico da Índia e dorestante da Ásia em geral. Ele propôs transformar o FMI em um organismo independentede vigilância, que ficaria no centro de um sistema de alertaglobal contra turbulências financeiras. E sugeriu a criação de equipes de resposta rápida para aadoção de políticas e equipes de especialistas que poderiam sermobilizadas com agilidade para restabelecer a ordem e darinício aos esforços de reconstrução de uma determinada áreaapós um período de conflitos. O governo britânico pressionaria ainda pela assinatura,dentro em breve, de um acordo para um novo sistemainternacional capaz de ajudar países sem acesso à tecnologianuclear a obterem novas fontes de energia, afirmou. Brown acredita que a rápida disseminação da crise decrédito iniciada no ano passado depois de problemas surgidos nomercado de hipotecas de risco dos EUA aponta para falhas nosistema global de supervisão do mercado financeiro que precisamser corrigidas.

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