Premiê da Grécia obtém voto de confiança, mas temor de nova eleição permanece

O primeiro-ministro da Grécia, Antonis Samaras, venceu com folga um voto de confiança concebido para angariar apoio ao seu plano de abandonar um pacote de ajuda muito criticado da União Europeia e do Fundo Monetário Internacional (FMI) e pôr fim à especulação de que seu governo está por um fio.

RENEE MALTEZOU E LEFTERIS PA, REUTERS

10 de outubro de 2014 | 21h11

Depois de sobreviver à fuga de partidários, a tumultos e a várias crises governamentais em seus quase dois anos e meio no cargo, Samaras pode ter que enfrentar eleições antecipadas se não conseguir emplacar seu candidato a presidente para a eleição de 2015.

O voto de confiança foi uma tentativa de Samaras de mostrar que Atenas está determinada a evitar uma eleição antecipada e forçar os legisladores descontentes a apoiá-lo publicamente, o que lhe permitiria apresentar uma frente unida nas negociações com os credores da UE e do FMI sobre a saída do programa de resgate financeiro de 240 bilhões de euros um ano antes do prazo.

“A única coisa que parece estar preocupando os mercados agora é o assim chamado risco político, ou seja, se a estabilidade política que restabelecemos será mantida”, disse Samaras. “Com este voto de confiança, estamos concretizando esta estabilidade”.

Todos os 155 congressistas do partido Nova Democracia, de Samaras, e do socialista Pasok apoiaram o governo no Parlamento de 300 cadeiras no início do sábado (horário local).

Samaras precisa do endosso de 180 legisladores para garantir a vitória para seu candidato presidencial, que a segunda maior legenda no Parlamento, o esquerdista radical Syriza, e outros pequenos partidos contrários ao pacote de ajuda prometeram vetar.

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