Alessandra Tarantina/Reuters
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Premiê da Itália diz que buscará reformas para deter magistrados

Berlusconi é acusado de manter relações com uma garota de programa de 17 anos

REUTERS

19 de janeiro de 2011 | 17h19

ROMA - O primeiro-ministro italiano, Silvio Berlusconi, disse na quarta-feira, 19, que seu governo irá propor reformas legais para evitar que magistrados persigam autoridades eleitas.

O anúncio foi feito no momento em que ele enfrenta uma crescente pressão num caso relacionado à prostituição.

"Não há nada do que eu tenha de me envergonhar", afirmou Berlusconi em mensagem transmitida pela televisão.

"O governo continuará trabalhando, e o Parlamento fará as reformas necessárias para garantir que os magistrados não sejam capazes de tentar destruir de forma ilegítima alguém que foi eleito pelos cidadãos".

Berlusconi, que foi convocado pela Justiça para depor no fim desta semana, disse que gostaria de se defender no tribunal, mas se recusou a fazê-lo, alegando que os magistrados de Milão não têm o direito de presidir o caso.

Berlusconi tem sido pressionado a renunciar depois que os magistrados o acusaram de pagar para fazer sexo com uma dançarina de 17 anos conhecida como "Ruby, Ladra de Corações".

(Por Deepa Babington)

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