Premiê da Turquia está determinado a reformar Constituição

O primeiro-ministro da Turquia, Tayyip Erdogan, disse que continuará com os esforços para reformar a Constituição do país, apesar de uma decisão judicial que vetou parte das mudanças.

REUTERS

11 de julho de 2010 | 15h40

Erdogan diz que a reforma é necessária para alinhar a Constituição turca ao padrão das democracias europeias e aperfeiçoar a tentativa da nação muçulmana de ingressar na União Europeia.

Opositores veem a reforma como uma medida para aumentar o controle do partido governista das instituições estatais após quase oito anos no poder.

Refletindo essas preocupações, a Corte Constitucional turca anulou na semana passada dois artigos do pacote de mudanças legislativas, embora tenha decidido que eles poderão ser submetidos a um referendo em setembro.

"Mesmo que não seja o resultado que nós queríamos do ponto de vista técnico, este é um pacote que inclui nossa meta para o referendo", disse Erdogan a jornalistas na noite de sábado, acrescentando que seu partido, o AK, começará uma campanha por votos a favor da reforma neste mês ou no início de agosto.

O pacote de reforma é visto como um teste ao apoio popular de Erdogan antes das eleições no ano que vem.

O AK remonta a um movimento islâmico banido, mas diz que está comprometido aos princípios seculares da Turquia. O partido pretende mudar a Constituição nacional, criada pelos militares em 1982, para cumprir os critérios da UE.

(Reportagem de Ayla Jean Yackley)

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