Premiê francês mantém plano de reforma ferroviária; greve entra no sétimo dia

O primeiro-ministro da França, Manuel Valls, recusou-se nesta segunda-feira a aceitar as demandas de trabalhadores ferroviários em greve que buscam mudar uma planejada reforma no setor, à medida que os grevistas entravam no sétimo dia de paralisação.

REUTERS

16 de junho de 2014 | 11h21

A greve é uma das mais longas da França nos últimos anos e vem interrompendo os serviços desde a terça-feira passada, testando a determinação do governo do presidente François Hollande para pressionar por propostas muitas vezes impopulares.

O governo tem planos de fundir a operadora SNFC e a rede ferroviária RFF em uma mesma holding controladora, ao passo que manteria suas operações separadas.

Os sindicatos CGT e SUD são contra os planos, cuja intenção é preparar o setor antes de reformas na União Europeia para trazer mais concorrência às rotas de transporte na Europa. Mas nesta segunda-feira havia sinais de enfraquecimento do movimento, já que a estimativa é que o número de grevistas caiu para 14,7 por cento, metade do constatado na semana passada.

A estatal SNCF teve que mobilizar serviços especiais de trem e ônibus para garantir que centenas de milhares de estudantes possam fazer suas provas de fim de semestre que começam nesta segunda-feira.

"A greve é irresponsável no (atual) estado do país, em dia de provas. É hora de parar essa greve”, disse Valls à rádio Info.

Insistindo que o governo prosseguiria com a reforma, ele disse não ser “rompedor de greves” e que não forçaria sindicatos a acabar com a greve, a qual, segundo afirmou, é um direito constitucional.

O Parlamento deve começar a debater um projeto de lei na terça-feira que prevê a união da operadora ferroviária SNCF e a proprietária da RFF na mesma holding, embora suas operações seriam mantidas separadas.

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