Premiê italiano enfrenta pedidos de renúncia dentro da coalizão

O primeiro-ministro italiano, RomanoProdi, rejeitou nesta quinta-feira um pedido de renúncia feitopor políticos de centro de sua coalizão, e disse que apenassairá do cargo por determinação do Parlamento. Em uma conferência de fim de ano, Prodi ressaltou não estarperturbado pelo mais recente ataque vindo de dentro de suafrágil coalizão de centro-esquerda. Ele foi forçado a renunciaruma vez após ter sido eleito em abril de 2006 com uma pequenamaioria. "Governos são derrubados por votos de não-confiança. Não háoutros instrumentos, nem entrevistas, nem declarações", disseProdi. "Fomos eleitos com um mandato, com uma coalizão, com umtrabalho a fazer e é isso que o governo está fazendo", disse opremiê em uma coletiva de imprensa na qual divulgou umaotimista avaliação da economia e prometeu aumentar o poderaquisitivo de famílias mais pobres. Mas muitos analistas políticos acreditam que esta será aúltima vez que Prodi celebra o Ano Novo no poder, em meio aoaumento de tensões em sua coalizão de nove partidos, que vãodesde católicos até comunistas. O ataque mais recente veio de Lamberto Dini, umex-primeiro-ministro de centro que pode acabar com a maioria deProdi no Senado se retirar seu pequeno Partido Liberal dacoalizão. "Não é apenas a oposição que gostaria de ver este governoacabar --o povo italiano está pedindo por isso", afirmou Diniem entrevista a um jornal, na qual pediu um novo governo decoalizão que incluiria partidos atualmente na oposição eexcluiria a extrema esquerda. Quando questionado se abandonaria a coalizão de Prodi, elerespondeu: "É o governo que perdeu o consenso dos cidadãos quedeveria renunciar". Prodi chegou a deixar o cargo em fevereiro quando políticosde esquerda se recusaram a apoiar sua política externa, masvoltou ao cargo após ganhar um voto de confiança quandodissidentes retomaram posições iniciais por medo de que o líderda oposição Silvio Berlusconi voltasse ao poder.

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