Premiê italiano perde maioria no Senado, mas não renuncia

Crise começou com renúncia do ministro da Justiça; Romano Prodi deve falar ao Parlamento na terça-feira

REUTERS

21 de janeiro de 2008 | 18h40

O pequeno partido católico Udeur abandonou nesta segunda-feira, 21, a coalizão de governo da Itália, deixando o primeiro-ministro Romano Prodi sem maioria no Senado. Apesar dos pedidos de parlamentares, Prodi não planeja apresentar sua renúncia, disse um aliado do premiê.  Um discurso do chefe do governo italiano é esperado para esta terça-feira, 22. A crise política que ameaça a coalizão de Prodi foi desencadeada pela renúncia do ex-ministro da Justiça Clemente Mastella, da Udeur, que vinha sendo investigado por corrupção junto com sua mulher.  Nesta segunda, Mastella disse em entrevista coletiva ser favorável à convocação de eleições extraordinárias.  "Esta maioria não existe mais, esta centro-esquerda acabou. Somos à favor de novas eleições", disse ele, que renunciou na semana passada ao cargo de ministro da Justiça por ter sido envolvido junto com sua esposa numa investigação de corrupção.  Ele antes havia dito que o Udeur daria apoio "externo" a Prodi, mas na segunda-feira retirou até isso.  Ainda assim, o líder do Partido Democrata de Prodi na Câmara, Antonello Soro, disse que o premiê não iria ao palácio presidencial para renunciar nesta segunda-feira.  Mais tarde nesta segunda, o presidente do Parlamento, Fausto Bertinotti, confirmou que Prodi pediu para falar à câmara baixa sobre a crise na terça-feira.  O Udeur ocupa três cadeiras no Senado, onde a maioria governista era de apenas dois senadores.  Prodi ainda pode conseguir aprovar projetos com a ajuda de senadores vitalícios (não-eletivos).

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