Premiê italiano perde votação no Senado e terá que renunciar

Após saída de partido da coalizão governista, Romano Prodi não consegue voto de confiança na Câmara Alta

Associated Press,

24 de janeiro de 2008 | 17h43

O premier italiano, Romano Prodi, foi derrotado em um voto de confiança no Senado nesta quinta-feira, 24, e terá que renunciar. Há apenas 20 meses no poder, o premiê perdeu nos últimos dias o apoio de um dos partidos que formavam sua frágil coalizão de governo.   Veja também: Conheça a trajetória de Romano Prodi   Prodi já se dirigiu ao palácio presidencial, onde deve assinar sua renúncia. Consumada a saída do premiê, o presidente italiano, Giorgio Napolitano, terá duas opções: convocar eleições ou pedir que outro político tente formar um novo governo.   Prodi, de 68 anos, pediu o voto de confiança depois que o pequeno partido Udeur (democrata-cristão) decidiu abandonar a coalizão de centro-esquerda "A União", que ficou em minoria na câmara alta. Na quarta-feira, 23, ele recebeu um voto de confiança na Câmara dos Deputados, mas não conseguiu o mesmo resultado no Senado, onde foi derrotado por quatro votos.   O premier italiano ganhou notoriedade por colocar ordem nas finanças públicas da Itália, a terceira maior economia da União Européia. Em Bruxelas, no entanto, teme-se que a economia italiana piore em 2008 e que os orçamentos não estarão balanceados até 2011, como foi prometido pelo governo. O analista Tito Boeri disse que enquanto Berlusconi é o homem mais rico do país, ele poderá não ser a melhor opção para economia. "O controle de Prodi nas finanças foi melhor que o do governo de Berlusconi", afirmou o analista.   Se houver novas eleições, antes é necessário que o presidente Napolitano aponte um governo temporário para fazer mudanças no problemático sistema eleitoral italiano. Segundo a imprensa local, Silvio Berlusconi, líder conservador da oposição, deve convocar as eleições em breve, e teria dito que já começou a preparar seu programa de campanha.

Tudo o que sabemos sobre:
Romano ProdiItália

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.