Informação para você ler, ouvir, assistir, dialogar e compartilhar!
Tenha acesso ilimitado
por R$0,30/dia!
(no plano anual de R$ 99,90)
R$ 0,30/DIA ASSINAR
No plano anual de R$ 99,90

Premiê reeleito pede por unidade no governo da Espanha

Zapatero vence, mas não garante maioria absuluta; socialistas terão que buscar acordos para garantir reformas

Agências internacionais,

10 de março de 2008 | 07h36

O primeiro-ministro espanhol reeleito, Jose Luis Rodriguez Zapatero, prometeu nesta segunda-feira, 10, uma nova era na política da Espanha. O Partido Socialista (PSOE), ligado ao premiê, conseguiu 169 deputados e ficou a sete da maioria absoluta nas eleições gerais realizadas no domingo, segundo a apuração de 99,9% dos votos. Mariano Rajoy e o Partido Popular (PP) ganharam 153 cadeiras. Com estes resultados, o líder do governo espanhol poderá revalidar o cargo, mas terá que buscar acordos com as forças minoritárias para levar adiante seus projetos com maioria absoluta.   Zapatero agradeceu pela "clara vitória" e pediu unidade no governo, afirmando que a política espanhola terá "um novo período". "O povo espanhol falou claramente e decidiu abrir um novo período sem tensões e confrontamentos". Segundo o porta-voz do Partido Socialista, o resultado significa o endosso do programa de reformas liberais do primeiro-ministro, que incluem uma lei de igualdade entre os sexos, casamento homossexual e a facilitação do divórcio.   Tanto o PSOE quanto o PP ampliaram suas cadeiras no Congresso - de 164 para 169 e de 148 para 153, respectivamente. Em 2004, Zapatero venceu Rajoy por 42,59% a 37,71%. Os grandes derrotados foram a Esquerda Unida, situada à esquerda do PSOE - cujo número de deputados diminuiu de 5 para 2 -, e os partidos regionais separatistas. Com isso, reforçaram-se duas tendências: o voto útil da esquerda no PSOE, para conter uma ascensão do PP, e a consolidação do bipartidarismo na Espanha.   As legendas regionais de perfil separatista também perderam representação no Parlamento, atingindo sua menor votação desde o estabelecimento da democracia na Espanha, há três décadas. Somados, esses partidos elegeram 24 deputados, 9 a menos do que em 2004. Entre os principais derrotados estão a Esquerda Republicana da Catalunha (Esquerra), cuja bancada caiu de 8 para 3 deputados; a Junta Aragonista (CHA) e o Solidariedade Basca (EA), que tinham uma cadeira cada, e a perderam.   "Somos o partido político que ganhou mais assentos do que qualquer outro na Espanha, em votação e em percentual", disse o líder do PP, Mariano Rajoy, a simpatizantes.   A desaceleração econômica e a forte alta do desemprego dominaram a campanha eleitoral até a sexta-feira, quando um ex-vereador socialista foi morto a tiros no País Basco. Os dois principais partidos culparam o ETA pelo assassinato.   Zapatero, 47 anos, iniciou o discurso da vitória lembrando as cinco mortes atribuídas ao ETA desde que terminou um cessar-fogo em dezembro de 2006. "Sentimos a ausência de todas as vítimas do terrorismo. Eles vivem em nossas memórias", disse Zapatero, que descartou uma negociação com o ETA em seu segundo mandato.  

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.