Premiê russo insinua que país elevará gastos com defesa após novas sanções

O primeiro-ministro russo, Dmitry Medvedev, insinuou nesta quinta-feira que a Rússia pode aumentar os gastos em defesa como resposta às "cruéis" sanções que potências ocidentais voltaram a impor ao país por causa da crise na Ucrânia.

REUTERS

17 de julho de 2014 | 10h05

Ele disse que a Rússia não se curvaria diante das sanções anunciadas pelos Estados Unidos e União Europeia, mas afirmou em uma reunião de governo que tais medidas fariam com que as relações diplomáticas recuassem à situação dos anos 1980, nos últimos estágios da Guerra Fria.

"Qualquer sanção é cruel", disse Medvedev em comentários transmitidos pela TV durante a reunião. "O histórico internacional mostra que tais sanções nunca foram capazes de colocar ninguém de joelhos."

Ele disse que tais medidas "não ajudam, mas afetam nossa política orçamentária", e prometeu que o governo vai cumprir todas as suas obrigações sociais.

"Mas também vamos ter que prestar mais atenção sobre nossos gastos com defesa e segurança. Sabemos como fazer isso", disse ele.

Medvedev afirmou que as sanções não ajudariam a Ucrânia, onde separatistas pró-Rússia se rebelaram nas regiões do leste, e iriam alimentar o sentimento de rejeição aos EUA na Rússia.

"Haverá uma maior consolidação na sociedade russa (da posição) contra os países e povos que tentam restringir o nosso país e agir contra os interesses de seus cidadãos", disse ele.

"Podemos voltar aos anos 1980 em relação aos Estados que estão declarando as sanções, isso é triste", acrescentou.

(Reportagem de Katya Golubkova)

Tudo o que sabemos sobre:
RUSSIAPREMIEDEFESA*

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.