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Premiê turco condena tentativa de fechar seu partido

O primeiro-ministro turco, TayyipErdogan, condenou neste sábado uma tentativa de promotores doEstado de fechar o seu partido, o AK, que está no poder. O premiê classificou a proposta como um ataque à democraciae à estabilidade política e prometeu oferecer resistência àação. Um promotor pediu na sexta-feira à Corte Constitucionalturca para fechar o Partido AK, alegando que a legenda estavatentando destruir o secularismo da nação, tornando o país umEstado islâmico. Ele também quer banir Erdogan, o presidente Abdullah Gul etodos as autoridades do Partido AK da política por cinco anos,em um ato que causou críticas da União Européia, à qual aTurquia quer se juntar, e que deve causar problemas nosmercados financeiros. A Turquia pode ter de esperar vários meses por um veredictoda corte. "Este caso é uma medida tomada contra a vontade nacional",afirmou Erdoganm em um comício do Partido AK que foitelevisionado. "Ninguém pode descrever o Partido AK como um canteiro deatividade anti-secular. Ninguém pode nos desviar do nossocaminho. Continuaremos nossa marcha democrática com a mesmadeterminação", acrescentou. Erdogan, um muçulmano devoto que já foi preso e banido dapolítica por ler um poema religioso em público, negaveementemente que seu partido tenha um programa islâmico. O chefe de adesões da UE criticou a acusação. "Em uma democracia européia normal, assuntos políticos sãodebatidos no Parlamento e decididos nas urnas, não na corte",afirmou o comissário Olli Rehn, em comunicado passado por fax àReuters em Bruxelas. Perguntado se a ação judicial poderia prejudicar atentativa da Turquia de entrar para a UE, ele afirmou: "Édifícil de ver que esse processo respeita os princípios dademocracia de uma sociedade européia normal". Ancara iniciou negociações com a EU em 2005, mas acandidatura decaiu em meio a conflitos sobre o Chipre eproblemas relacionados aos direitos humanos.

GARETH JONES, REUTERS

15 de março de 2008 | 13h22

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