Premiê turco diz que testar país seria 'erro fatal'

O primeiro-ministro da Turquia, Tayyip Erdogan, disse nesta sexta-feira que testar a sua nação seria "um erro fatal", em uma advertência a Damasco na esteira do bombardeiro sírio de uma cidade no sudeste da Turquia, que matou cinco pessoas.

ECE TOKSABAY, Reuters

05 de outubro de 2012 | 13h11

A artilharia turca bombardeou alvos militares sírios na quarta e quinta-feiras em resposta ao bombardeio pelas forças sírias e Ancara deixou claro que está pronta para lançar mais ataques de retaliação se a guerra ultrapassar a fronteira.

As salvas de artilharia mataram vários soldados sírios, e o parlamento da Turquia aumentou a pressão na frente política, ao autorizar ação militar transfronteiriça em caso de novos ataques.

Adotando um tom beligerante em um discurso para uma multidão em Istambul, Erdogan disse: "Nós não estamos interessados na guerra, mas também não estamos longe disso. Esta nação chegou onde está hoje tendo passado por guerras intercontinentais".

"Aqueles que tentam testar a dissuasão da Turquia, sua determinação, sua capacidade, eu digo aqui que eles estão cometendo um erro fatal", afirmou ele.

"Quando eles dizem 'se você quer paz, prepare-se para a guerra', significa que, quando chegar a hora, a guerra torna-se a chave para a paz."

Apesar da retórica, a Turquia disse que vai atuar sob a lei internacional e em coordenação com outras potências estrangeiras.

O Conselho de Segurança da ONU condenou na quinta-feira o ataque da Síria, enquanto os Estados Unidos disseram que apoiam o direito de seu aliado da Otan de se defender contra um ataque transbordado de um conflito interno armado da Síria.

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