Premiê turco espera que ação no Iraque não seja necessária

Governo nega que autorização para combater curdos no Iraque represente uma incursão militar imediata

Reuters e Associated Press,

16 de outubro de 2007 | 08h19

O primeiro-ministro da Turquia, Tayyip Erdogan, disse nesta terça-feira, 16, que o aval do Parlamento para lançar um ataque contra separatistas curdos no norte do Iraque não significa necessariamente que uma incursão militar é iminente. "Eu sinceramente espero que esta moção nunca seja aplicada. A aprovação desta moção não significa que uma incursão imediata vai acontecer", afirmou Erdogan ao partido governista AK em comentários transmitidos pela TV. O gabinete turco pediu ao Parlamento na segunda-feira permissão para lançar um ataque contra rebeldes do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), que utilizam o norte do Iraque como base para realizar ações contra alvos turcos. Cerca de 60 mil soldados turcos posicionaram-se na fronteira de seu país com o Iraque. As mortes de 15 soldados turcos, na semana passada, e de outras 15 pessoas, na semana anterior, aumentaram o apoio dentro do país a uma reação militar contra os curdos.  Ancara vem pedindo há anos aos EUA e a Bagdá que atuem para reprimir os guerrilheiros curdos refugiados na região semi-autônoma do norte do Iraque e que promovem ataques em solo turco. Washington, não obstante, já advertiu em várias ocasiões que se opõe veementemente a uma ação unilateral turca que possa desestabilizar a zona curda situada no norte iraquiano. Os analistas crêem que a Turquia desta vez não atenderá aos pedidos de Washington de cooperar com o Iraque e se inclinará por uma resposta militar unilateral. O governo de Ancara está indignado por causa de uma decisão de uma comissão da Câmara de Representantes dos EUA, que aprovou uma resolução que classificou como genocídio a morte de centenas de milhares de armênios por forças imperiais otomanas durante a Primeira Guerra Mundial.

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