Premiê turco indica que tentará derrubar veto a véu mais uma vez

O primeiro-ministro da Turquia, Tayyip Erdogan, afirmou na quarta-feira que uma lei que proíbe as mulheres de usarem o véu muçulmano na universidade é contra a liberdade de crença, na mais forte indicação dada por ele de que o Partido da Justiça e Desenvolvimento (AK) tentará mais uma vez suspender a proibição.

ECE TOKSABAY, REUTERS

29 de setembro de 2010 | 15h30

A Corte Constitucional da Turquia declarou nula uma tentativa de 2008 do Partido AK de remover a proibição. Depois que os eleitores aprovaram mudanças constitucionais em setembro para reestruturar a corte, porém, as autoridades do Partido AK colocaram o assunto delicado de volta à agenda do governo.

"Nós concordamos com a sociedade na questão do véu", disse o primeiro-ministro Erdogan num discurso a estudantes universitários em Istambul, transmitido ao vivo.

"Não queremos decepcionar nossa juventude. Não há mais sentido em ser tão intervencionista na liberdade de crença e educação", afirmou ele.

Os comentários foram feitos meses antes de uma eleição que produzirá uma nova constituição, caso seu partido ganhe.

O uso do véu muçulmano é uma questão delicada na Turquia, candidata a entrar no bloco da União Europeia. O país é de maioria muçulmana, mas tem uma constituição estritamente secular.

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