Presidente alemão admite 'erro grave', mas rejeita renúncia

O presidente da Alemanha, Christian Wulff, admitiu nesta quarta-feira ter cometido um "erro grave" ao tentar impedir um jornal de publicar uma reportagem constrangedora a respeito de um empréstimo imobiliário, mas disse não ter feito nada de ilegal e negou ter planos de renunciar.

REUTERS

04 de janeiro de 2012 | 18h27

Wulff foi nomeado em 2010 pela chanceler (primeira-ministra) Angela Merkel para ocupar o cargo de presidente, que é apenas simbólico, mas tem grande influência.

O escândalo começou em meados de dezembro, e na segunda-feira surgiu a notícia de que ele havia deixado no mês passado um recado telefônico ao editor do Bild, jornal mais vendido da Alemanha, ameaçando uma "guerra" caso o tabloide publicasse uma reportagem sobre um empréstimo subsidiado que ele recebeu.

Diante da crescente pressão por sua renúncia, Wulff arranjou uma entrevista às TVs públicas ARD e ZDF, nesta quarta-feira, para tentar acalmar a situação.

"A ligação ao editor-chefe do Bild foi um grave erro, o qual lamento e pelo qual me desculpo", disse Wulff.

Questionado sobre a possibilidade de renunciar, Wulff disse: "Não, porque eu tive um grande apoio nas últimas semanas de muitos cidadãos, dos meus amigos e funcionários. Gosto de cumprir meus deveres (como presidente), assumi o cargo por cinco anos, e quero mostrar ao final dos cinco anos que fui um presidente bom e bem sucedido."

Não ficou claro se o pedido de desculpas será suficiente para aliviar a pressão sobre Wulff, ex-premiê estadual da Baixa Saxônia e membro de alto escalão da União Democrata Cristã, o partido de Merkel.

(Reportagem de Annika Breidthardt e Sarah Marsh)

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