Presidente da França reconhece massacre de argelinos em 1961

O presidente francês, François Hollande, reconheceu nesta quarta-feira o massacre de argelinos durante uma marcha pela independência em Paris em 1961, pondo fim a décadas de silêncio oficial sobre um dos capítulos mais escuros da história francesa no pós-guerra.

Reuters

17 de outubro de 2012 | 19h15

É a primeira vez que um presidente francês aceita publicamente que ocorreu a matança, da qual não há um número oficial de vítimas, já que os arquivos policiais foram fechados ao público.

Quando a luta pela independência argelina chegou à França, o então chefe da polícia de Paris, Maurice Papon, ordenou uma drástica ofensiva contra milhares de manifestantes que haviam desafiado um toque de recolher.

"Em 17 de outubro de 1961, argelinos que protestavam pela independência foram assassinados em uma sangrenta repressão. A República reconhece esses acontecimentos", disse Hollande em comunicado. "Rendo homenagem às vítimas 51 anos depois", acrescentou.

O massacre tem sido amplamente estudado por historiadores, que afirmam que mais de 200 pessoas morreram no episódio mais fatídico de uso da força por parte das autoridades francesas desde que a polícia ajudou a buscar e deter milhares de judeus e outras minorias durante a ocupação nazista de 1940 e 1945.

(Reportagem de Leigh Thomas e Nicholas Vinocur)

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