Presidente do Parlamento da Ucrânia apresenta renúncia

Pedido acontece um dia depois de comunicado oficial sobre a ruptura da coalizão parlamentar

Efe,

17 de setembro de 2008 | 06h56

O presidente da Rada Suprema (Parlamento) da Ucrânia, Arseni Yatseniuk, anunciou nesta quarta-feira, 17, sua renúncia em um discurso aos deputados, um dia depois de comunicar oficialmente a ruptura da coalizão parlamentar de maioria que respaldava a primeira-ministra Yulia Timoshenko. Segundo o acordo político que levou à formação da maioria parlamentar "laranja", em caso de ruptura é preciso que o chefe do governo e o presidente da Rada renunciem a seus cargos. No entanto, esse compromisso não é juridicamente vinculativo, pois segundo a Constituição a chefe do Governo e os membros do Gabinete seguirão de maneira interina até a formação de uma nova coalizão de maioria, seja na atual legislatura ou na que resultar da realização de eleições antecipadas. "Hoje ocorreram uns eventos políticos não muito agradáveis. Mas quero assegurar-lhes que o Governo vai trabalhar - e bem - durante um longo tempo", disse na terça-feira Timoshenko após a ruptura da coalizão de governo. Na véspera, Yatseniuk comunicou oficialmente a ruptura da coalizão parlamentar de maioria que respaldava a primeira-ministra. A aliança era integrada pelo bloco Nossa Ucrânia-Autodefesa Popular e o Bloco de Yulia Timoshenko, todas legendas protagonistas da "revolução laranja" de 2004, como ficou conhecida a mobilização pacífica que frustrou a fraude eleitoral no pleito presidencial daquele ano. A primeira-ministra qualificou os eventos no Parlamento de "tempestade em um copo de água". No dia 3 de setembro, em mensagem transmitida pela TV, o presidente ucraniano, Viktor Yushchenko,denunciou que "foi formada na Rada uma nova maioria, que não se baseia nos interesses dos ucranianos, do Estado". Segundo Yushchenko, essa "nova maioria" é integrada pelo Bloco de Yulia Timoshenko (BYT), o Partido Comunista e o pró-russo Partido das Regiões. Esse discurso do chefe do Estado, que representou a ruptura com sua primeira-ministra, aconteceu depois de essas três legendas votarem uma série de emendas que restringem os poderes presidenciais.

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