Presidente é reeleito na Geórgia em primeiro turno

Segundo dados oficiais, Saakashvili ganha segundo mandato com 52,8% dos votos

Agências internacionais,

06 de janeiro de 2008 | 17h46

O presidente da ex-república soviética da Geórgia, Mikhail Saakashvili, foi reeleito para um segundo mandato com 52,8% dos votos, segundo dados oficiais divulgados neste domingo, 6. Seu principal rival, Levan Gachechiladze, recebeu 27% dos votos, segundo informou o chefe da Comissão Central de Eleição, Levan Tarkhnishvili.   Segundo a BBC, observadores europeus das eleições presidenciais da República da Geórgia disseram neste domingo que a votação da véspera esteve de acordo com os padrões internacionais e seguiu os requisitos democráticos. Mas, apesar disso, os observadores da OSCE (Organização para Segurança e Cooperação na Europa) disseram que a votação apresentou problemas que precisam ser resolvidos.   A oposição da Geórgia havia convocado neste domingo seus simpatizantes a realizar grandes protestos nas ruas do país após acusar as autoridades de tentar fraudar as eleições presidenciais do sábado.   A eleição era considerada como um teste democrático para a ex-república soviética após o governo ter reprimido recentes protestos da oposição. A Geórgia está na rota de um importante duto petrolífero que liga o mar Cáspio e a Europa, e é cenário de uma disputa por influência regional entre a Rússia e os Estados Unidos.   Saakashvili convocou eleições antecipadamente para tentar reconstruir sua abalada credibilidade. Ele chocou seus aliados ocidentais ao ordenar que a polícia atirasse gás lacrimogêneo e balas de borracha contra manifestantes em novembro.   "Eu acredito que essa eleição é uma expressão viável da livre escolha do povo georgiano, mas o futuro reserva imensos desafios", disse Alcee L. Hastings, líder da missão de observadores da Organização para Segurança e Cooperação na Europa (OSCE).   Críticos dizem que suas reformas, apoiadas pelo Ocidente, ignoraram os pobres e afirmam que ele é um líder autoritário que apóia as liberdades democráticas apenas da boca para fora. A oposição, no entanto, apóia amplamente sua postura pró-Ocidente.

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