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Presidente italiano sugere 'moderação' a Silvio Berlusconi

Giorgio Napolitano recomendou 'equilíbrio' ao premiê para falar sobre aniversário da Unidade da Itália

Efe,

05 de setembro de 2009 | 13h39

O presidente da República da Itália, Giorgio Napolitano, assinalou ao chefe do governo, Silvio Berlusconi, a necessidade de "moderar os tons", após os últimos episódios de tensão e polêmicas que o primeiro-ministro protagonizou. Segundo o diário "La Stampa", Napolitano sugeriu a Berlusconi "moderação e equilíbrio", especialmente com os meios de comunicação, durante uma entrevista na sexta-feira, 4, para falar sobre as celebrações do 150º aniversário da Unidade da Itália.

 

O jornal "Il Corriere della Sera", por sua parte, apontou que durante a entrevista se tratou das tensões registradas nos últimos dias com a Conferência Episcopal Italiana (CEI), com os periódicos e com a União Europeia (UE). Napolitano mostrou sua compreensão pela "dificuldade da situação" mas expressou que Berlusconi tem que tranquilizar esse clima de tensão, assinalou o "Il Corriere della Sera."

 

Berlusconi anunciou recentemente vários processos contra jornais italianos - entre eles "La Repubblica" e "L'Unità" - e estrangeiros por alguns artigos publicados sobre sua vida privada e os escândalos de caráter sexual nos quais se viu implicado nos últimos meses. Além disso, protagonizou uma polêmica na UE após pedir que não sejam os porta-vozes dos diferentes comissários europeus, mas o presidente da Comissão e seu porta-voz, que se expressem publicamente a respeito dos governos.

 

Seu nome também se viu na disputa que mantiveram o diretor do jornal dos bispos "Avvenire", Dino Boffo, e o diretor do cotidiano il Giornale", propriedade da família Berlusconi, que em um editorial questionou a opção sexual de Boffo e o relacionou a um caso de assédio à esposa de um homem com o qual ele supostamente mantinha uma relação.

 

Um caso chamou a atenção na Itália na semana passada e que provocou a reação da oposição e da Conferência Episcopal italiana (CEI), que mostrou em repetidas ocasiões sua solidariedade e estima a Boffo, que finalmente renunciou ao considerar que sua vida e a de sua família "tinham sido violadas."

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