REUTERS/Denis Sinyakov
REUTERS/Denis Sinyakov

Presidente russo demite responsáveis pela segurança de aeroporto

Para Medvedev, a segurança do aeroporto era fraca e os funcionários devem assumir a responsabilidade

Reuters, Efe e AP

25 de janeiro de 2011 | 08h35

MOSCOU - O presidente russo, Dmitry Medvedev, pediu nesta terça-feira, 24, a demissão dos responsáveis pela segurança no setor de transporte do aeroporto Domodedovo, em Moscou, após o ataque a bomba que deixou 35 mortos. Para Medvedev, a segurança do aeroporto era fraca e os funcionários devem assumir a responsabilidade.

 

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O presidente da Rússia, Dmitri Medvedev, exigiu também demissões no Ministério do Interior. "Ordeno ao ministro do Interior que proponha demissões ou outras medidas para os responsáveis da segurança no transporte", declarou Medvedev ao reunir-se com o estado maior do Serviço Federal de Segurança (FSB, antigo KGB).

 

Além disso, exigiu ao FSB, principal órgão na luta contra o terrorismo, que "aponte responsabilidades entre os altos cargos da pasta". "Em 2010, o número de atentados aumentou. Para o FSB, da mesma forma que para outros corpos de segurança do Estado, esta é a advertência mais alarmante".

 

Além disso, Medvedev determinou ao Governo de Vladimir Putin que tome medidas em relação aos funcionários do Executivo encarregados de garantir a ordem em transporte.

"Os dados dos quais dispomos refletem que no lugar do atentado simplesmente reinava a anarquia. Entrava-se por qualquer lugar, o controle de acesso era, no melhor dos casos, parcial e não afetava aqueles que recebiam os passageiros", declarou.

 

O presidente russo, em declarações a oficiais de segurança, ordenou ainda que as autoridades do país encontrem os culpados do ataque. Medvedev determinou que os responsáveis pelo atentado sejam julgados e suas organizações destruídas.

 

Na segunda-feira, 24, pouco após o atentado, o presidente russo prometeu perseguir e punir o responsáveis pelo ataque suicida que matou ao menos 35 pessoas no aeroporto de Domodedovo em Moscou. "A segurança será reforçada nos maiores centros de transporte", escreveu o presidente russo no Twitter. "Lamentamos as vítimas do ataque terrorista em Domodedovo. Os responsáveis serão perseguidos e castigados", completou Medvedev.

 

O número de hospitalizados após o atentado chegou nesta terça-feira a 110, dos quais 43 estão em estado grave, informou o Ministério da Saúde da Rússia. "Das pessoas hospitalizadas, quatro estão em estado muito grave, 39 encontram-se em estado grave, 56 de média consideração e 11 evoluem satisfatoriamente", detalha o comunicado oficial, citado pela agência Interfax.

 

Entre os feridos, hospitalizados em diversos centros médicos, há oito estrangeiros, indicou o Departamento de Saúde da capital russa, informou o canal Rossía-24. Segundo o Ministério de Situações de Emergência, o número de feridos, entre hospitalizados e pessoas que receberam atendimento ambulatório, é de 180. Um porta-voz do mesmo ministério indicou que até as 7h da hora local (2h de Brasília), das 35 vítimas fatais nove ainda não haviam sido identificadas.

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