Presidente russo destitui por decreto o prefeito de Moscou

O presidente russo, Dmitry Medvedev, demitiu repentinamente o prefeito de Moscou, Yuri Luzhkov, um poderoso oponente político que criticou o Kremlin e depois enfrentou pressão para renunciar.

CONOR HUM, REUTERS

28 de setembro de 2010 | 08h47

Luzhkov, um pilar do partido governista, governava a capital russa desde 1992 mas enfureceu Medvedev ao sugerir que o país precisava de um líder mais forte e decidido -- comentário visto como favorecendo o primeiro-ministro Vladimir Putin.

Famoso por suas boinas, uma esposa bilionária e jeito rude, Luzhkov usou o orçamento de 37 bilhões de dólares da cidade para manter pensões e serviços públicos custosos, preservando a popularidade apesar das acusações de corrupção, que ele sempre negou.

O conflito, uma rara batalha pública dentro da elite russa, foi amplamente visto como um teste para a firmeza de Medvedev antes das eleições presidenciais de 2012. Medvedev é o parceiro mais jovem de Putin no grupo que governa a Rússia.

Em visita oficial à China, Medvedev baixou um decreto retirando Luzhkov de seu cargo. Agências de notícias russas informaram que Luzhkov estava em seu gabinete quando a notícia foi divulgada e ficou sabendo de sua destituição pela televisão.

"Como presidente da Rússia, perdi minha confiança em Yuri Mikhailovich Luzhkov como prefeito de Moscou", disse Medvedev a jornalistas durante sua visita a Xangai.

"Decidirei quem irá liderar Moscou", disse ele.

Embora a legislação russa permita ao presidente destituir o prefeito de Moscou e governadores regionais, se assim desejar, e depois designar os sucessores deles, sem convocar eleições, normalmente essas autoridades costumam renunciar antes de serem demitidas.

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