Informação para você ler, ouvir, assistir, dialogar e compartilhar!
Tenha acesso ilimitado
por R$0,30/dia!
(no plano anual de R$ 99,90)
R$ 0,30/DIA ASSINAR
No plano anual de R$ 99,90
Stringer/Efe
Stringer/Efe

Presidente sérvio comemora decisão histórica sobre Srebrenica

País tenta negociar entrada na UE; em 1995, 8 mil bósnios morreram em massacre

31 de março de 2010 | 13h38

BELGRADO  - O presidente sérvio, Boris Tadic, classificou como histórica a decisão do Parlamento do país de oferecer um pedido de desculpas formal às vítimas do Massacre de Srebrenica, quando 8 mil muçulmanos morreram em um vilarejo durante a Guerra da Bósnia (1992-1995).

Veja também:

link UE elogia Sérvia após pedido de desculpas

"Esta decisão histórica mostra claramente que os sérvios querem distância daqueles crimes monstruosos", disse o presidente nesta quarta-feira, 31, sobre a resolução, aprovada na noite de ontem. "Isto mostra que a Sérvia pertence à civilização europeia".

A medida foi aprovada por uma pequena maioria. O massacre de civis é tido como o maior da Europa desde a Segunda Guerra Mundial. Em julho de 1995, tropas servo-bósnias lideradas pelo general Ratko Mladic ocuparam o vilarejo de Srebrenica, na Bósnia, e mataram 8 mil muçulmanos.

O governo de Tadic, de viés pró-ocidental, procura uma aproximação com a União Europeia, para no futuro aderir ao bloco. A decisão foi criticada por nacionalistas sérvios ligados à Rússia.

Mladic é o criminoso de guerra mais procurado da Europa e está desaparecido desde 1995. O líder político dos sérvios na Bósnia, Radovan Karadzic, está sendo processado no Tribunal de Haia.

Para analisar a entrada da Sérvia no bloco, a UE cobrava o distanciamento dos crimes cometidos durante o conflito na Bósnia e a entrega dos últimos criminosos de guerra.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.