Presidente ucraniano inicia negociação para aliança no governo

Políticos afirmam que aliança do bloco laranja, contra o atual premiê, deve reconduzir Tymoshenko ao cargo

Agências internacionais,

03 de outubro de 2007 | 12h14

O presidente da Ucrânia, Viktor Yushchenko, anunciou nesta quarta-feira, 3, que cinco partidos receberam votação suficiente para entrar no Parlamento e declarou abertas as negociações para a formação de uma coalizão para governar o país. Yushchenko fez o anúncio em um momento no qual quase todos os votos das eleições de domingo já foram apurados. Na tarde desta quarta, com 99,51% das urnas apuradas, o partido do primeiro-ministro Viktor Yanukovych liderava com 34,3%, seguido pela agremiação de Yulia Tymoshenko, com 30,76%. O partido legal e Yushchenko aparecia em terceiro, com 14,19%. Políticos próximos de Yushchenko têm dito que ele reconduzirá Tymoshenko, sua ex-aliada, ao posto de primeira-ministra, caso a união entre os dois partidos seja suficiente para formar uma maioria. O primeiro problema dos dois será montar um governo de coalizão. Apesar de objetivos comuns, como a ambição européia, Timoshenko e Yushchenko não são grandes amigos. Desentendimentos levaram o presidente a demiti-la do cargo de premiê, em 2005. Para piorar, os dois já anunciaram que concorrerão à presidência em 2009, o que não é sinal de vida longa para a aliança. Resolvidas as discordâncias, a coalizão laranja terá de descobrir o que fazer com o candidato derrotado, o atual primeiro-ministro Viktor Yanukovich, que ainda não reconheceu a derrota. Ele representa a minoria russa da Ucrânia e foi o mais votado nas eleições. De qualquer forma, como ninguém obteve maioria absoluta, o país continua dividido entre os partidos pró-UE, da coalizão laranja, e os pró-Rússia, do bloco azul. Assim, mesmo que superem as divergências, formem um governo e mantenham Yanukovich isolado, a dupla Timoshenko e Yushchenko terá de superar a pressão da Rússia para cumprir a promessa de campanha: colocar a Ucrânia na UE e na Otan.

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