Presos 7 mafiosos, entre eles ator que interpretou chefão

Suspeitos de matar brutalmente seis imigrantes africanos, detidos podem pertencer a grupo criminoso Camorra

AP

11 de outubro de 2008 | 16h47

A polícia da região de Nápoles prendeu sete suspeitos de serem membros da máfia italiana. As buscas, que visavam desmantelar o grupo criminoso Camorra, prendeu supostos membros de um clã responsável pela morte de seis imigrantes africanos no último mês, segundo a polícia de Caserta, próximo a Nápoles. Estes presos não eram diretamente ligados ao assassinato dos seis africanos, mas são suspeitos de outros ataques. O suspeito de ser o chefe do clã, Giuseppe Setola, conseguiu fugir e está sendo procurado junto com outros três, de acordo com um comunicado da polícia. O incidente com os africanos, ocorrido em 18 de setembro, deflagrou uma grande arruaça em uma área já marcada por falta de leis e excesso de violência, propondo ao governo implantar 500 soldados para estabelecer postos de vigilância e ajudar a polícia. Investigadores acreditam que a Camorra orquestrou os assassinatos para punir os africanos por se involverem no tráfico de drogas, uma das atividades lucrativas da quadrilha. Pelo menos quatro homens acusados pelas mortes foram presos em operações antimáfia nas últimas semanas. Entre presos neste sábado, 11, nos arredores de Caserta estava Bernardino Terracciano, que interpretou o chefe da máfia local Tio Bernardino no filme Gomorra, segundo o policial Rodolfo Ruperti. O filme, do diretor Matteo Garrone conseguiu o segundo lugar no Festival de Cannes e é o favorito da Itália para o Oscar de melhor filme estrangeiro. O filme é baseado em um livro de Roberto Saviano que, por conta da denúncia do controle da Camorra em tudo, desde moda até eliminação de resíduos, precisou ficar sob proteção policial.

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