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Presos de área atingida por terremoto são transferidos na Itália

Medida é para evitar fugas; Áquila possui a segunda maior concentração de detentos de alto risco do país

da Redação, com agências internacionais,

08 de abril de 2009 | 16h48

Detentos perigosos da região italiana de Abruzzo foram retirados dos presídios devido a mais tremores registrados entre terça e quarta-feira. Em menos de 24 horas, a polícia desalojou 70 presos comuns e 81 de alta periculosidade diante da possibilidade de fugas, informou o ministro da Justiça Angelino Alfano ao jornal espanhol El País. "Não fizemos isso tanto por problemas estruturais no edifício, mas como medida de cautela para evitar tensões", explicou o ministro.

 

A prisão da cidade de Áquila, uma das mais afetadas pelo tremor de segunda-feira, possui a segunda maior concentração de presos de alto risco da Itália. De acordo com o El País, eles foram levados por 200 agentes a centros secretos. Entre os deslocados destaca-se o chefe da máfia da Sicília, Salvatore Madonia, e o membro da guerrilha Brigadas Vermelhas, Nadia Desdemona Lioce.

 

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Abalos sísmicos secundários de menor intensidade têm alimentado medo entre os moradores e afetado o trabalho das equipes de resgate. O número de mortos no terremoto que atingiu a região central da Itália subiu nesta quarta para 272, dos quais seis ainda não foram identificados, informou nesta tarde a Guarda de Finanças da cidade de Áquila, cujas instalações estão servindo como necrotério.

 

O primeiro-ministro italiano, Silvio Berlusconi, anunciou nesta quarta que a defesa civil italiana criou 31 acampamentos e 24 cozinhas comunitárias, e posicionou 14 unidades médicas móveis para atender aos milhares de desabrigados.

 

Berlusconi realizou nesta quarta sua terceira visita à região desde o terremoto de 6,3 graus na escala Richter. Ainda de acordo com ele, quase 28 mil pessoas ficaram desabrigadas, sendo que 17,7 mil estão em barracas espalhadas pelos acampamentos e cerca de 10 mil estão hospedadas em hotéis.

 

Também nesta quarta, o papa Bento XVI elogiou os esforços de resgate e anunciou que dentro de alguns dias visitará a região devastada pelo terremoto. O pontífice qualificou as ações de salvamento como um exemplo de como a solidariedade é capaz de ajudar a superar "até mesmo as situações mais dolorosas."

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