EFE/EPA/VALERY HACHE / POOL MAXPPP OUT
EFE/EPA/VALERY HACHE / POOL MAXPPP OUT

Primeiro ministro francês homenageia vítimas de atentado em Nice

Brasileira de 44 anos estava entre as vítimas do tunisiano Brahim Aouissaoui

Redação, O Estado de S.Paulo

07 de novembro de 2020 | 13h10

NICE - O primeiro-ministro da França, Jean Castex, expressou neste sábado, 7, sua "emoção", "compaixão" e "indignação" em uma homenagem às três vítimas do atentado terrorista à Basílica de Nice, no sul do país. Entre as vítimas estava a baiana Simone Barreto Silva, de 44 anos. 

“A França é sempre alvo e alvo do terrorismo, mas Nice terá pago um preço alto”, declarou o primeiro-ministro, que mencionou este atentado e aquele que causou 86 mortes no Paseo de los Ingleses, na mesma cidade, em 14 de julho em 2016.

“Conhecemos o inimigo, ele não só se identifica, mas tem nome, é islamismo radical, uma ideologia política que desfigura a religião muçulmana ao deformar seus textos, seus dogmas e seus mandamentos para impor seu domínio através do obscurantismo e do ódio”, declarou o chefe do governo, durante cerimônia organizada nas alturas da cidade da Riviera Francesa.

Nove dias após o ataque do tunisiano Brahim Aouissaoui, todas as prisões preventivas foram suspensas, incluindo a de um garoto de 17 anos, preso na tarde de quarta-feira, 4, na região de Paris.

No total, 11 pessoas foram presas e liberadas desde o início da investigação, aberta pela promotoria antiterrorista por "assassinatos em conexão com um ato terrorista".

Na sexta-feira, 6, o agressor de 21 anos, gravemente ferido durante sua detenção e que também apresentou resultado positivo para coronavírus, foi transferido de avião, sob segurança máxima, de Nice para Paris, onde foi hospitalizado segundo fonte próxima ao caso.

Ele ainda não pôde ser interrogado pelos investigadores.

Este ataque é o terceiro perpetrado na França desde a republicação, no início de setembro, das charges do Profeta Muhammad pela revista satírica Charlie Hebdo. / AFP

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