Primeiro-ministro turco pede apoio para frustrar 'trama' contra sucesso do país

O primeiro-ministro da Turquia, Tayyip Erdogan, pediu que a população o apoie na luta contra o que ele classificou como uma trama suja de elementos com ajuda do exterior para atingir "o pão em suas mesas, o dinheiro em seus bolsos e o suor de seus rostos".

DAREN BUTLER, Reuters

01 de janeiro de 2014 | 15h48

"A história não perdoará aqueles que se misturaram a esse jogo", disse Erdogan em uma declaração televisiva de Ano Novo, dedicada quase exclusivamente a uma investigação por corrupção que ele afirmou ter sido arquitetada para minar seu governo e enfraquecer sua influência no Oriente Médio e além.

A polícia fez incursões a escritórios e residências e deteve executivos próximos do governo e os filhos de três ministros em 17 de dezembro.

Erdogan reagiu expurgando cerca de 70 funcionários ligados ao caso e bloqueou uma segunda investigação de grandes projetos de infraestrutura promovidos por ele.

"Convido cada um dos nossos 76 milhões de habitantes a levantar por si mesmos, defender a democracia e agir como um só contra esses ataques contra o nosso país", disse.

O escândalo representa a maior ameaça a Erdogan em 11 anos no poder, levantando temores de uma cisão em seu Partido AK em meio à corrida eleitoral e de danos ao forte crescimento econômico.

O caso também o coloca contra religiosos turcos baseados nos Estados Unidos com forte influência na polícia e no judiciário, acusados por apoiadores de Erdogan de serem coniventes com a investigação.

Erdogan, que venceu três eleições, afirma que o escândalo é uma campanha de forças domésticas obscuras e organizações financeiras estrangeiras, mídia e governos ressentidos de uma política externa mais independente da Organização do Tratado do Atlântico Norte e dos EUA.

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