Primo de Mladic é condenado a liberdade condicional por esconder ex-general

O primo do ex-general sérvio bósnio Ratko Mladic que o escondeu em casa enquanto ele era procurado por suspeita de genocídio foi condenado na terça-feira a três anos de liberdade condicional.

Reuters

14 de agosto de 2012 | 16h49

Branislav Mladic diz que o primo -- que é julgado por acusações que incluem genocídio pelo massacre de Srebrenica, em 1995, de 8 mil meninos e homens muçulmanos -- viveu em sua casa no vilarejo de Lazerevo, no nordeste da Sérvia, durante cinco anos, até ser preso em maio do ano passado. Ratko Mladic viveu 16 anos foragido.

Um tribunal de Belgrado condenou Branislav a um ano de prisão, transformada em três anos de liberdade condicional, dentro de um acordo com o procurador para crimes de guerra da Sérvia, informou o gabinete do procurador.

Ao comentar sobre a noite em que o comandante dos tempos de guerra apareceu em sua porta, Branislav Mladic disse este mês ao diário sérvio Vecernje Novosti: "Ouvi a voz dele e o reconheci: ‘Apague a luz!' Abri a porta e, quando ele se sentou, disse: ‘Só você, eu e aquele lá de cima podemos saber que estou aqui. Mais ninguém'".

"Ele é um dos meus e não vou renegá-lo", acrescentou o primo.

Outros dez acusados de ajudar Mladic foram presos em 2006 e atualmente enfrentam processo em Belgrado. Outros ainda estão sendo investigados.

A questão dos chamados ‘ajudantes' de Mladic é uma das várias que estão sendo observadas pela União Europeia, enquanto o bloco avalia a possibilidade de começar a negociar a entrada no grupo da Sérvia, que se tornou candidata oficial a virar membro do bloco em março.

Mladic, de 70 anos, viveu na Sérvia sem se esconder do fim da guerra da Bósnia (1992-1995) até a queda do sérvio Slobodan Milosevic em 2000, quando passou a ser foragido, escondendo-se em barracas e recebendo ajuda de militares e do serviço de segurança estatal. Ele começou a ser julgado em maio, mas os procedimentos foram desacelerados em razão de sua saúde precária.

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