Príncipe Harry é interrogado por morte de aves em extinção

Crime pode render seis meses de prisão ou multa; falta de provas isenta filho mais novo de Charles e Diana

Efe,

07 de novembro de 2007 | 10h04

O príncipe Harry foi interrogado pela polícia britânica como suspeito da morte de dois falcões protegidos em um parque natural, informa nesta quarta-feira, 7, o jornal inglês The Guardian. Harry foi interrogado junto com o amigo William van Cutsem e um dos guardas do parque de Sandringham, acrescenta o jornal. Os três suspeitos negaram qualquer relacionamento com o incidente, mas as autoridades chegaram à conclusão de que os falcões foram atingidos por tiros disparados de terrenos que pertencem à Família Real. Segundo o Guardian, apesar da exaustiva investigação policial, nenhum dos três pôde ser acusado formalmente, porque não foram encontrados os restos dos dois falcões, de uma espécie em risco de extinção. Um porta-voz da Sociedade Real para a Proteção das Aves disse ter certeza de que "foi cometido um delito". "Ficamos preocupados, mas não surpresos, que não fossem encontradas provas", assinalou o porta-voz. Segundo pessoas ligadas ao parque natural de Sandringham, o príncipe Harry, terceiro na linha de sucessão ao trono, e seus dois companheiros eram as únicas pessoas que estavam caçando patos e pombas no dia em que os falcões desapareceram. Matar ilegalmente duas aves protegidas pode render uma condenação a seis meses de prisão ou multa de 5 mil libras cerca de 7.200 euros.

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